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A contribuição francesa e alemã à formação da história do cinema (1945-1952): critérios, teorias e perspectivas

Processo: 19/13106-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Eduardo Victorio Morettin
Beneficiário:Rafael Morato Zanatto
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História do cinema   Crítica cinematográfica   Narrativa histórica   Franceses   Alemães   Século XX

Resumo

A presente pesquisa se concentra no estudo dos livros de história do cinema de autores franceses e alemães publicados entre 1945 e 1952, a partir dos quais pretendemos demonstrar como o período é decisivo para a formação do campo de pesquisas históricas de cinema. Para sustentar nossa hipótese, partiremos do final da II Guerra Mundial e da organização das comemorações na França do aniversário de 50 anos do cinema, momento no qual os estudiosos constatam, a partir do desenvolvimento dos trabalhos das cinematecas, que muitos filmes antigos não haviam sido preservados. Diante desta constatação, deveremos experimentar a hipótese de que a partir dos livros de história do cinema do período, poderemos acessar o processo de desenvolvimento de metodologias de pesquisa específicas para lidar com as fontes fílmicas, ou ainda, com sua ausência, até o ano de 1952, momento em que Georges Sadoul apresenta os resultados dos trabalhos da comissão histórica da Cinémathèque Française na reunião pré-constitutiva do Bureau International de la Recherche Historique Cinématographique no seio da Fédération Internationale des Archives du Film (FIAF). Ao analisarmos os livros de história do cinema, deveremos comprovar a hipótese de que a narrativa histórica se divide entre o recorte nacional e o mundial: o primeiro delineado pelas obras dos historiadores alemães Siegfried Kracauer, Lotte Eisner e Hans Wollenberg, e o segundo, tratado nas obras dos historiadores franceses Georges Sadoul, René Jeanne e Charles Ford, dentre outros. A partir deste recorte, veremos como a escolha alemã pelo recorte nacional se deve ao interesse dos historiadores exilados em compreender o cinema como fenômeno ideológico e social, marcado pela ascensão do nazismo (1919-33) e que a opção francesa pelo recorte mundial se baseia na necessidade de recolocar a imagem de França como um país da arte e da cultura, substituindo a política de irradiação anterior para alocar em seu lugar relações de reciprocidade entre a França e os demais países do mundo. Em conjunto, poderemos observar a partir da formação dos estudos históricos de cunho nacional e mundial o delineamento de critérios históricos capazes de pensar o cinema como entretenimento, técnica, arte, propaganda, fenômeno social, situados entre os paradigmas teóricos de seus autores e as pesquisas de novas fontes de pesquisa, fílmicas e não fílmicas disponíveis a partir dos trabalhos das cinematecas. (AU)