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Promoção de estilo de vida saudável em pacientes com Lupus Eritematoso Sistêmico: avaliação de segurança, eficácia e viabilidade do estudo `vivendo bem com Lúpus´ (living well with Lúpus)

Processo: 19/14819-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bruno Gualano
Beneficiário:Fabiana Infante Smaira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reumatologia   Lúpus eritematoso sistêmico   Atividade física   Consumo de alimentos   Segurança   Estilo de vida saudável   Ensaio clínico controlado aleatório

Resumo

Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico despendem a maior parte das horas diárias em comportamento sedentário e tendem a ser inativos. O comportamento sedentário e a inatividade física são fatores de risco independentes para piores marcadores de saúde e mortalidade na população geral e em casos clínicos. Além disso, o padrão alimentar é um fator determinante na saúde dos indivíduos. Devido à escassez de estudos sobre o padrão alimentar de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico, acredita-se que, estes pacientes apresentem o mesmo perfil alimentar da população geral, isto é, um consumo elevado de alimentos com baixa composição nutricional e alta densidade calórica, caracterizada por uma inadequação do aporte de micronutrientes. Nesse contexto, novas intervenções focadas na prática de atividade física e no manejo do consumo alimentar seriam de grande relevância terapêutica. Entretanto, até o presente momento, não existem estudos focados nessas estratégias em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico. Logo, é fundamental avaliar as mudanças de estilo de vida proveniente de uma nova proposta de intervenção. Portanto, esse projeto tem como objetivo: avaliar a segurança, eficácia e viabilidade da intervenção clínica, bem como as barreiras e facilitadores para o engajamento em mudanças de estilo de vida. Trata-se de um estudo clínico randomizado, de grupos paralelos e controlado, em que serão coletados os seguintes dados pré e pós intervenção: 1) comportamento sedentário e nível de atividade física; 2) hábitos alimentares; 3) parâmetros clínicos; 4) parâmetros de segurança e viabilidade da intervenção. Ademais, grupos focais serão realizados ao final do seguimento para avaliar qualitativamente os impactos da intervenção. Os achados desse projeto serão de grande relevância clínica, uma vez que podem servir como base para novas prescrições focadas na mudança de hábitos de atividade física e alimentares, que são fatores de risco para pacientes com Lúpus. (AU)