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Discutindo antiguidades: reavaliando mobilidade em uma análise comparativa da Arqueologia Mediterrânica e amazônica

Processo: 19/24957-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 31 de agosto de 2020
Vigência (Término): 30 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Maria Beatriz Borba Florenzano
Beneficiário:Renan Falcheti Peixoto
Supervisor no Exterior: Francesco Iacono
Instituição-sede: Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Università di Bologna, Itália  
Vinculado à bolsa:18/06265-0 - Uma Arqueologia Clássica brasileira: o advento dos gregos no Egeu e o estudo comparado da origem dos indo-europeus e dos Tupis, BP.DR
Assunto(s):Migração   Mobilidade   Arqueologia clássica

Resumo

Desde o final do século XIX, os rótulos étnicos conferidos a grupos pré-históricos pelos pioneiros da arqueologia têm enquadrado a discussão sobre as percepções da identidade cultural. Em uma perspectiva historiograficamente informada, é importante avaliar quais são as relações de continuidade e ruptura percebidas na atribuição de identidade coletiva. Quais são os critérios adotados pelos estudiosos para demonstrar o que é ser, por exemplo, minóico, micênico ou grego? Com as inovações metodológicas de ponta da paleogenômica, um ramo da arqueogenética, o campo interdisciplinar formado pela arqueologia e genética molecular, os arqueólogos modernos precisam enfrentar os mesmas enigmas históricos sobre as "questões de origem" desses pioneiros. Particularmente sobre a história populacional da Europa do 3º milênio a.C., o DNA antigo reacendeu o debate das origens de culturas arqueológicas bem conhecidas. Isso trouxe de volta para discussão mobilidade e migração, noções que a arqueologia teve sempre que lidar em sua história teórica. Aqui, nesse plano de trabalho, estamos interessados em dialogar com os fundamentos teóricos da arqueologia, a fim de tentativamente sugerir um caminho futuro a seguir, re-teorizando movimento dentro de uma perspectiva interdisciplinar. Ao definir essa estrutura conceitual, discutiremos dois estudos de caso do Mediterrâneo da Idade do Bronze e da Amazônia pré-colombiana para avaliar como o movimento gera a dinâmica da mudança social em trajetórias históricas específicas. Em resumo, pretende-se realizar uma investigação arqueológica comparativa sobre mobilidade, migração, contato e mudança cultural dentro de controvérsias historiográficas centenárias sobre as origens indo-européias e tupi.