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Monitoramento de insetos pragas em soja utilizando sensoriamento remoto

Processo: 19/26145-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Convênio/Acordo: Koppert Brasil
Pesquisador responsável:Pedro Takao Yamamoto
Beneficiário:Fernando Henrique Iost Filho
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/02317-5 - Centro de Excelência em Controle Biológico, AP.PCPE
Assunto(s):Entomologia   Amostragem

Resumo

Uma das bases para o manejo integrado de pragas (MIP) é a determinação dos níveis populacionais de pragas em campo, para posterior tomada de decisão de controle em função dos níveis de ação pré-estabelecidos. No entanto, devido a características da produção de soja no Brasil, como o cultivo em grandes extensões, sucessão com lavouras que têm em comum diversas espécies de insetos-praga, extensa utilização de defensivos agrícolas para controle de fitopatógenos, comercialização prévia de parte da produção e ciclo da cultura cada vez mais curto, o controle de pragas não tem sido realizado seguindo os preceitos do MIP, mas sim com aplicações de inseticidas químicos em datas pré-definidas, contribuindo para a perda do equilíbrio do sistema. Visando recuperar a sustentabilidade do sistema de produção, o presente trabalho propõe a utilização de técnicas de sensoriamento remoto para otimizar a amostragem de pragas em soja, fornecendo subsídio para que os produtores adotem práticas de MIP e utilizem táticas de controle somente quando as populações de pragas atingirem os níveis de ação conhecidos. Para tanto, serão realizados ensaios em semi-campo, com diferentes níveis de infestação de espécies de grande importância para a cultura, sendo duas espécies de lagartas desfolhadoras (Spodoptera eridania e Chrysodeixis includens) e duas de percevejos (Dichelops melachantus e Euschistus heros). As plantas infestadas serão amostradas quanto à sua reflectância utilizando-se um sensor imageador hiperespectral. Além disso, serão realizados trabalhos de campo, em que será amostrada a infestação natural das espécies que vierem a ocorrer, utilizando-se sensor multiespectral embarcado em um veículo aéreo não-tripulado. Ainda, serão realizadas amostragens de campo in loco e, plantas infestadas serão levadas para o laboratório para análise da reflectância com sensor hiperespectral. Espera-se correlacionar os níveis de infestação observados com as respostas multi e hiperespectrais, a fim de gerar uma base de informações a ser utilizada na amostragem de pragas de soja com sensoriamento remoto nas diferentes regiões produtoras de soja do Brasil.