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Corrida atada máxima aplicada a jogadores de futebol e indivíduos ativos em dois cenários: investigações sobre potência mecânica e oxigenação em músculos mais e menos ativos por modelo de redes complexas

Processo: 19/20894-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO)
Pesquisador responsável:Fúlvia de Barros Manchado Gobatto
Beneficiário:Anita Brum Marostegan
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/50250-1 - O segredo de jogar futebol: Brasil versus Holanda, AP.TEM
Assunto(s):Avaliação física e funcional   Jogadores de futebol   Atletas   Corridas   Potência   Oxigenação   Músculos   Redes complexas

Resumo

Esforços de alta intensidade e curta duração são caracteristicamente exigidos por atletas do futebol de campo, modalidade que atrai amplo interesse da comunidade científica e esportiva. Dentre as possibilidades apontadas como a "chave do sucesso" no futebol estão as estratégias técnico-táticas adotadas por equipes vencedoras, o diferencial técnico dos atletas no desenvolvimento das tarefas específicas e os aspectos fisiológicos, que suportam a elevada demanda energética exigida nas partidas. Nesse sentido, além das respostas classicamente investigadas como sinalizadores de intensidade, como a frequência cardíaca e o lactato sanguíneo, recentes investigações têm sugerido maior atenção à oxigenação muscular periférica durante o exercício e a recuperação, embora não com propostas direcionadas a jogadores de futebol ou análises comparativas entre atletas e indivíduos apenas ativos. Por tecnologias vestíveis como o NIRS, hoje é possível melhorar a compreensão sobre a participação de grupos musculares mais ou menos ativos durante tarefas de alta intensidade, bem como analisar a efetiva atuação muscular após o exercício. Em conjunto, essas análises podem apontar caminhos para implementar a prescrição de treinamento físico no futebol ou até sinalizar a existência de ajustes periféricos musculares apenas presentes em atletas, mas não em indivíduos ativos. Em adição, meios para implementar ainda mais o desempenho de indivíduos muito treinados são atualmente alvo do esporte de rendimento. Estratégias como a corrida atada em treinos e avaliações, bem como a Pré-Ativação de Músculos Inspiratórios (PA de MI), sugerida como forma de "driblar" o metaboreflexo e retardar a fadiga, estão hoje na fronteira do conhecimento. Como se comportam as respostas fisiológicas, incluindo a oxigenação em músculos mais ou menos ativos, durante e após a corrida atada de alta intensidade? Há diferenças entre essas respostas obtidas por jogadores de futebol e indivíduos ativos, mas não atletas? A PA de MI é capaz de potencializar o desempenho de jogadores e indivíduos ativos em corrida atada máxima? Se sim, por quais ajustes mecânicos e fisiológicos? Modelos de redes complexas podem auxiliar na interpretação desses dados em dois diferentes grupos, submetidos a dois cenários (com ou sem PA de MI)? Por emprego de testes altamente robustos e adoção de tecnologias vestíveis, o presente projeto foi estruturado para responder essas questões. Para isso, jogadores de futebol e indivíduos ativos serão triados e submetidos a protocolos de avaliação em ambiente laboratorial. Primeiramente, os participantes receberão esclarecimentos sobre o projeto e responderão questionários de anamnese, histórico esportivo-competitivo e nível de atividade física. Na segunda sessão, as avaliações antropométrica/composição corporal serão conduzidas e a Pressão Inspiratória máxima (PImáx) e o SIndex individual mensurados, além de serem familiarizados com a esteira não motorizada. As duas próximas sessões serão randomizadas, sendo os avaliados submetidos ao teste de corrida atada (all out 30 segundos - AO30), em dois diferentes cenários: com e sem PA de MI com carga a 40% da PImáx. Por esse protocolo, serão obtidos os dados de força, velocidade e potência em corrida, além da oxi e desoxihemoglobina e taxa de saturação tecidual no bíceps braquial e vasto lateral, durante a corrida e a recuperação passiva. Respostas fisiológicas (FC, lactacidemia, oximetria de pulso e percepção de esforço) também serão monitoradas. Os dados nos diferentes cenários (com e sem PA de MI) e para os dois grupos (jogadores de futebol e indivíduos ativos), serão obtidos com elevada frequência de captura de sinais. Associando os conhecimentos das áreas da fisiologia, treinamento esportivo e ciências da computação, a análise por redes complexas será aplicada aos diferentes cenários, objetivando melhorar a interpretação dos dados em um contexto mais global e não focado apenas em análise simples de igualdade e diferença. (AU)