Busca avançada
Ano de início
Entree

O efeito da defaunação no estoque de carbono de grupos funcionais de plantas da Mata Atlântica

Processo: 19/20905-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 04 de agosto de 2020
Vigência (Término): 03 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Mauro Galetti Rodrigues
Beneficiário:Yuri Silva de Souza
Supervisor no Exterior: Kenneth James Feeley
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Miami, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:19/05538-5 - Influência da defaunação na dinâmica de formas de vida de plantas tropicais, BP.MS
Assunto(s):Mata Atlântica

Resumo

As florestas tropicais são sistemas altamente dinâmicos e populações de plantas com diferentes estratégias de vida são favorecidas ou suprimidas de acordo com distúrbios naturais ou antropogênicos. Um desses distúrbios, pouco conhecido, é o da defaunação de grandes mamíferos e como ela afeta a composição e a dinâmica das plantas com formas de vida distintas. Alguns estudos sugerem que grupos funcionais de plantas com diferentes estratégias de crescimento, como árvores, lianas e palmeiras, podem ser favorecidos devido à ausência de grandes mamíferos. Em um cenário de defaunação, plantas que não dependem de animais para dispersar sementes, como algumas espécies de lianas dispersas pelo vento, podem ser favorecidas e, portanto, mais abundantes. Essa vantagem pode afetar outros grupos funcionais, como as árvores, diminuindo sua taxa de crescimento, sobrevivência e produção de folhas, que afetam a produção de biomassa. Portanto, a abundância de lianas pode resultar em uma baixa eficiência na captação e armazenamento de carbono nas florestas. Tentando entender essa dinâmica, nosso principal objetivo aqui é analisar como a defaunação pode afetar o estoque de carbono em árvores, lianas e palmeiras, grupos funcionais das plantas com diferenças nas estratégias de crescimento. Para isso vamos utilizar um banco de dados de 10 anos de exclusão de mamíferos, e não exclusão, na floresta atlântica. Veremos o conteúdo de carbono nas plantas com uma variedade de alturas para cada forma de vida. No geral, esperamos ter mais carbono nas palmeiras e árvores das parcelas de exclusão, pois são os grupos mais abundantes. Assim, esperamos contribuir para o conhecimento sobre os efeitos potenciais da defaunação de mamíferos no estoque de carbono na floresta atlântica.