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Descobrindo o potencial dos metabólitos secundários de Malouetia tamaquarina (Apocynaceae) e seus endofíticos contra doenças tropicais neglegenciadas

Processo: 19/09067-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Mônica Tallarico Pupo
Beneficiário:Kamila Tomoko Yuyama
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07600-3 - CIBFar - Centro de Inovação em Biodiversidade e Fármacos, AP.CEPID
Assunto(s):Fármacos   Produtos naturais   Micro-organismos endofíticos

Resumo

Doenças tropicais neglegenciadas (NTDs) afetam mais de 1 bilhão de pessoas sob condições de pobreza em países em subdesenvolvimento e desenvolvimento. Dentre as NTDs, a doença de Chagas e a Tripanossomíase Humana Africana (HAT) estão entre o 13o lugar das doenças mais dispersas no mundo causadas por protozoários. Uma vez que os medicamentos convencionais para tratar essas doenças são tóxicos ou causam diversas reações adversas, a busca por novas drogas é necessária. Durante anos, compostos naturais extraídos de plantas e de micro-organismos tem sido investigados com muito sucesso na busca de novas soluções contra essas doenças. Em um trabalho recente conduzido pelo grupo do Prof. Schmidt na Alemanha, uma planta do Oeste da África da família Apocynaceae, Hollarhena africana, demonstrou uma atividade promissora contra Trypanosoma brucei rhodesiense. Malouetia sp. pertence a mesma família, tribo e produz alcalóides aminoesteróides como H. Africana. Uma vez que pouco se sabe sobre seus metabólitos secundários e endofíticos, Malouetia sp. e sua microbiota associada irão ser investigados para verificar seu potencial contra doenças tropicais neglegencidas (HAT e doença de Chagas). Para isso, esse projeto será realizado em colaboração com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), Brasil e o Institut für Pharmazeutische Biologie und Phytochemie (IPBP), Westfälischen Wilhelms-Universität Münster (WWU), Alemanha. O grupo de pesquisa da Dr. Monica Tallarico Pupo (FCFRP-USP) possui todo o equipamento necessário e experiência com endofíticos e seus produtos naturais, enquanto que o grupo de pesquisas do Prof. Dr. Thomas Schmidt tem toda a experiência com plantas da família Apocynaceae e o equipamento necessário para o desenvolvimento com sucesso do projeto.