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Integrando informações biológicas em modelos preditores de impactos de mudanças climáticas em anfíbios

Processo: 19/04637-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Carlos Arturo Navas Iannini
Beneficiário:Rafael Parelli Bovo
Supervisor no Exterior: Barry Raymond Sinervo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of California, Santa Cruz (UC Santa Cruz), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/10338-0 - Integrando processos fisiológicos, ecológicos e evolutivos para compreensão de respostas populacionais e de espécies às mudanças ambientais, BP.PD

Resumo

Compreender mecanismos subjacentes às respostas de espécies às mudanças ambientais e sua associação com sensibilidade ou resiliência à extinção continua sendo um desafio para a ciência. Um arcabouço teórico proeminente conta com abordagens conhecidas como "modelos mecanicistas" que ligam mecanismos fisiológicos a padrões ecológicos em vários contextos. No entanto, um debate efervescente é sobre como integrar características fisiológicas (e quais) nestes modelos, bem como quais características são consideradas fundamentais (por exemplo, fenologia das espécies, modos reprodutivos, uso de habitat), para compreender a resiliência ou extirpação das espécies sob cenários de mudança climática. Neste projeto, pretendo avaliar informações biológicas de anfíbios, com ênfase em características fisiológicas, inseridas em modelos mecanicistas que estimam a vulnerabilidade espaço-temporal de populações e espécies ao risco de extinção. Anfíbios vem sofrendo com numerosos declínios populacionais e extinções, todavia o grupo também exibe algumas das mais agressivas espécies invasoras. Assim, é fundamental entender por que as linhagens diferem em sensibilidade às mudanças climáticas, e quais mecanismos (por exemplo, os fisiológicos) estão por trás da resiliência, quando presentes. Os resultados esperados deste estágio no exterior são: i) novas e robustas avaliações - baseadas em informações biológicas - da vulnerabilidade das espécies e risco de extinção de anfíbios no Brasil; e ii) aquisição de novas competências que me permitirão fazer parte de uma nova geração de pós-doutorandos treinados nos mais recentes métodos integrativos em estudos de mudança climática. Resultados de i) e ii) podem, respectivamente, guiar estratégias de conservação e render habilidades para desenvolver, num futuro próximo, estudos inovadores de respostas de espécies a mudanças ambientais, sob modelagem mecanicista, integrando outras camadas de complexidade ambiental além do clima.