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Ideologia, burocracia e política externa: o Itamaraty e as forças armadas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985)

Processo: 17/18513-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Felipe Pereira Loureiro
Beneficiário:Alessandra Beber Castilho
Instituição-sede: Instituto de Relações Internacionais (IRI). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/15281-1 - Diplomacia autoritária: a participação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil no projeto autoritário do regime militar (1964 - 1985), BE.EP.DR
Assunto(s):Política externa   Burocracia   Ditadura   Forças armadas   Brasil   Século XX

Resumo

Este projeto pretende analisar a relação entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e as Forças Armadas durante o período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Parte-se da premissa, a ser verificada empiricamente, de que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) teria mantido relativa autonomia durante o período da ditadura militar em comparação a outros ministérios civis. Embora haja um consenso na literatura com relação a este aspecto, poucos estudos buscam explicar as razões dessa autonomia. Este projeto tem como hipótese a ideia de que tanto o Itamaraty quanto as Forças Armadas possuiriam sistemas similares de formação de quadros e de institucionalização de um espírito de corpo, fazendo ambas instituições enxergarem a si mesmas como as legítimas formadoras de membros da elite estatal brasileira. Tal modelo de socialização teria permitido, quando não uma aproximação ideológica de seus membros, uma baixa interferência militar dentro do Itamaraty em comparação a outros ministérios, além da participação ativa da diplomacia brasileira dentro da comunidade de informações da ditadura militar. Para tanto, o projeto emprega o tema dos Direitos Humanos como estudo de caso, considerado um recorte privilegiado para testar a hipótese de autonomia do Itamaraty diante dos militares, e para compreender as razões dessa potencial autonomia. Por meio do cruzamento de um vasto conjunto de fontes primárias, entre as quais documentos oficiais públicos e confidenciais, tanto do Itamaraty quanto das Forças Armadas, para além de documentos públicos do governo norte-americano, entrevistas com atores relevantes e consulta a jornais comerciais, este projeto pretende contribuir para preencher uma lacuna importante da literatura sobre as relações civis-militares do período 1964-1985, podendo lançar luz sobre aspectos cruciais da formulação e implementação da política externa brasileira durante a ditadura. (AU)