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Capacidade predatória do mirídeo Macrolophus basicornis (Heteroptera: Miridae) à traça-das-crucíferas, em plantas de rúcula associadas ou não com a rizobactéria GB03

Processo: 18/16604-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Diego Bastos Silva
Beneficiário:Isabela Comparoni
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Entomologia agrícola   Controle biológico   Manejo integrado de pragas   Miridae   Heterópteros   Plantas   Rúcula   Percepção olfatória

Resumo

Heterópteros predadores têm se destacado durante as últimas décadas como importantes inimigos naturais de artrópodes-praga, o que tem despertado o interesse pelos seus aspectos biológicos e comportamentais. Algumas espécies pertencentes à família Miridae têm se revelado como efetivas e com potencial para atuarem como agentes de controle biológico de importantes pragas agrícolas. Dentre as espécies de mirídeos predadores estudados no Brasil, Macrolophus basicornis (Stal) apresenta ciclo curto e alta taxa de predação e sobrevivência, se alimentando tanto de ovos quanto de larvas/ninfas de diversas pragas, destacando-se como um promissor agente de controle biológico. Ao mesmo tempo rizobactérias promotoras de crescimento de plantas (RPCP) são microrganismos que ocorrem naturalmente no solo e podem proporcionar melhorias no desenvolvimento das plantas de diversas formas, entre elas auxiliando na defesa indireta das plantas, alterando o perfil de voláteis e melhorando o recrutamento de inimigos naturais. Bacillus amyloquefaciens (cepa GB03) é uma RPCP que ocorre naturalmente no solo ou pode ser encontrada disponível para comercialização como fungicida biológico concentrado. Destaca-se por promover melhorias na fisiologia e desenvolvimento de plantas, bem como, pela capacidade de competir com alguns microrganismos patogênicos no solo. No entanto, estudos relacionados aos efeitos de GB03 no comportamento e desenvolvimento de insetos são recentes, enquanto que, estudos sobre os efeitos da inoculação das plantas com GB03 sobre o comportamento de inimigos naturais, ainda não foram reportados. Deste modo, o presente projeto tem como objetivos: (I) avaliar a capacidade predatória de M. basicornis aos diferentes estágios da traça-das-crucíferas, Plutella xylostella (Linnaeus, 1958) e; (II) verificar se B. amyloquefaciens (GB03) em associação com plantas de rúcula pode modificar a resposta olfativa de M. basicornis.