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Efeitos do estresse crônico imprevisível sobre a neuroplasticidade e inflamação nas vias aéreas em um modelo murino de Asma alérgica

Processo: 17/16549-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 10 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Carolina Demarchi Munhoz
Beneficiário:Guilherme Dragunas
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/18762-8 - Estressando as vias aéreas: plasticidade neuronal na inflamação pulmonar alérgica, BE.EP.DD
Assunto(s):Plasticidade neuronal   Glucocorticoides   Estresse crônico   Asma   Pneumonia   Modelos animais

Resumo

Dados recentes mostram o crescente número de pessoas que convivem cronicamente com o estresse e indicam a necessidade de se estudar os efeitos desta exposição. A Asma representa um problema de grande magnitude para a saúde mundial e gera grandes gastos públicos com seu tratamento. Existe uma associação clara entre o estresse crônico e a piora dos sintomas da Asma, entretanto, os mecanismos que explicam como a exposição prolongada aos glicocorticoides medeia este efeito ainda são pouco compreendidos. Sabe-se que na Asma alérgica pode existir um distúrbio na inervação autônoma e sensorial nas vias aéreas, em parte explicada pela secreção parácrina de neurotrofinas, contribuindo para a fisiopatologia da doença. O estresse crônico parece contribuir com o aumento da secreção destas neurotrofinas e isto pode estar condicionado a uma alteração na sinalização via glicocorticoide, notoriamente anti-inflamatória, na Asma. Neste estudo investigaremos a repercussão da exposição do estresse crônico imprevisível sobre a inflamação pulmonar alérgica desencadeada em camundongos Balb/c. Para tanto, após exposição ao estresse durante 12 dias, os animais serão sensibilizados com ovoalbumina (OVA) associada à alúmen. Decorridas 24 h do último desafio, a atividade funcional dos neurônios nas vias aéreas por ensaio de contração com estimulação elétrica em culturas organotípicas, bem como a reatividade in vivo em resposta à metacolina serão avaliadas. O fenótipo inflamatório pulmonar, concentração de neurotrofinas e plasticidade neuronal também serão investigados em amostras do lavado broncoalveolar, lobos pulmonares e gânglios da raiz dorsal dos animais. Além disso, a participação da sinalização ativada pelo glicocorticoide via seu receptor, GR, nos efeitos observados será estudada. (AU)