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Efeitos do sildenafil (Viagra, Pfizer) sobre o perfil inflamatório na Doença de Parkinson

Processo: 17/19799-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 06 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Catarina Raposo Dias Carneiro
Beneficiário:Davi Felipe de Almeida
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/11448-9 - Indução do modelo de Doença de Parkinson por 6-OHDA (6-hidroxidopamina) e análises comportamentais, BE.EP.IC
Assunto(s):Neurociências   Microglia   Rotenona   Linfócitos T   Doença de Parkinson

Resumo

A Doença de Parkinson (PD) é uma desordem neurológica progressiva, que leva à perda da função motora. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum em idosos acima de 65 anos, acometendo entre 1 e 2 % da população mundial. A doença permanece sem cura e os tratamentos disponíveis estão relacionados principalmente ao controle dos sintomas. Patologicamente, é provocada pela morte de neurônios dopaminérgicos presentes na porção compacta da Substância Negra no cérebro e pelo acúmulo intracitoplasmático de Corpos de Lewy contendo ±-sinucleína e outras proteínas. Evidências mostram que a resposta inflamatória persistente, a infiltração de linfócitos T e a ativação de células gliais são achados comuns em pacientes e modelos animais de PD e exercem um papel crucial na degeneração de neurônios dopaminérgicos. O papel relevante da sinalização pelo monofosfato cíclico de guanosina (cGMP) no controle da neuroinflamação tem levado pesquisadores a investigar o efeito de inibidores das fosfodiesterases (PDEs - enzimas que degradam o cGMP) em doenças que acometem o Sistema Nervoso Central (SNC). Essas drogas (sendo o sildenafil a mais representativa e estudada entre elas) induzem acúmulo desse nucleotídeo cíclico e têm mostrado ser seguras e efetivas em modelos experimentais de doença de Alzheimer, esclerose múltipla, derrame cerebral, entre outros. Entretanto, trabalhos investigando os efeitos terapêuticos do sildenafil em modelo de PD são escassos e pouco esclarecedores e não há relatos sobre seu efeito nos parâmetros inflamatórios observados no desenvolvimento da doença. Portanto, o presente trabalho pretende contribuir para esclarecer os efeitos do tratamento crônico com sildenafil na PD, através de um estudo pré-clínico utilizando modelo experimental in vivo da doença. O perfil inflamatório será caracterizado através da análise da resposta residente do SNC mediada pela microglia e astrócitos, bem como de parâmetros inflamatórios sistêmicos. Concomitantemente, será feita uma avaliação da condição clínica dos animais durante o desenvolvimento da doença. Estes esclarecimentos são relevantes e podem direcionar futuros estudos clínicos, visando o reposicionamento do sildenafil como uma droga efetiva no tratamento da PD. (AU)