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Redes de livros radicais religiosos durante a Revolução Inglesa, 1640-1660

Processo: 17/06970-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ana Paula Torres Megiani
Beneficiário:Verônica Calsoni Lima
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/03730-3 - Estacionários radicais: redes livreiras na Inglaterra do Século XVII, BE.EP.DR
Assunto(s):História do livro   Revolução Inglesa   Radicalismo   Milenarismo

Resumo

Este projeto de doutorado tem como objetos centrais as redes de produção de textos impressos e suas relações com a propagação de obras radicais religiosas durante o período da Revolução Inglesa. Na Inglaterra do século XVII, era comum que as atividades de impressão e publicação de um livro ou panfleto fossem coletivas, pois tratavam-se de tarefas que envolviam a participação de diversos agentes, como tipógrafos, livreiros e encadernadores. A empreitada coletiva minimizava os riscos e os custos da fabricação das obras, no entanto, inferimos que poderiam existir outras motivações para a formação das associações, tais como crenças e ideias políticas e religiosas. Há fontes que indicam que alguns livreiros, impressores e encadernadores produziram textos em conjunto visando disseminar as suas próprias perspectivas político-religiosas de forma mais rápida e segura, evitando a censura. Tendo isso em vista, o projeto visa investigar esses casos, levantando questões como: Como as redes de produção livreira se organizavam? Perspectivas ideológicas poderiam norteá-las? Se sim, como elas funcionavam e operavam dentro do mercado livreiro seiscentista? O trabalho para a publicação de obras radicais religiosas diferia daquele realizado para a emissão de outros conteúdos? Sugerimos que, por meio do exame das atividades editoriais desses agentes e de suas redes, seja possível notar as formas pelas quais eles exprimiam suas ideias, se posicionando nos debates políticos e religiosos ocorridos durante as décadas de 1640 e 1660, e utilizando a imprensa não apenas como uma maneira de obter lucro, mas também como uma ferramenta política. (AU)