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Efeitos imuno-moduladores do estresse agudo em sapos do Gênero Rhinella

Processo: 15/23801-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Fernando Ribeiro Gomes
Beneficiário:Vania Regina de Assis
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):17/04802-5 - Efeitos do tratamento prolongado com corticosterona sobre o estresse e a resposta imune em sapos da cana (Rhinella marina), BE.EP.PD
Assunto(s):Resposta imune   Fagocitose   Anfíbios   Corticosterona   Imunidade inata

Resumo

Os glicocorticoides modulam a resposta imune de forma complexa, apresentando tanto efeitos imunossupressores como imuno-estimuladores em vertebrados expostos a diferentes tipos de estressores. Tais efeitos bimodais têm sido associados com a variação na duração e intensidade da resposta ao estresse. Dado que as populações naturais têm sido expostas a uma multiplicidade de estressores, uma melhor compreensão da associação funcional entre a duração e a intensidade da resposta a estressores, as mudanças resultantes nos níveis plasmáticos de glicocorticoides e seu impacto sobre os diferentes aspectos da resposta imune surge como uma peça fundamental para estratégias de conservação dos vertebrados. Investigaremos as inter-relações entre os níveis plasmáticos de corticosterona (daqui em diante referido como CORT) e a resposta imune inata. Para tanto, vamos utilizar a aplicação transdérmica de corticosterona, para simular as alterações relacionadas com o aumento de CORT em um evento de estresse agudo, buscando entender os efeitos imuno-moduladores sobre diferentes parâmetros celulares e humorais da resposta imune. Adicionalmente, após um desafio com lipopolissacarídeo (LPS), vamos quantificar a produção de proteínas ligadas à resposta imune inflamatória. Nosso modelo de estudo serão sapos machos do gênero Rhinella. Testaremos as seguintes predições: 1) A administração transdérmica de baixas concentrações de corticosterona deve causar um aumento em CORT e na resposta imune; 2) A administração transdérmica de altas concentrações de corticosterona deve causar um aumento ainda maior em CORT e diminuir a resposta imune; 3) Após o desafio com LPS os animais que receberam corticosterona devem apresentar uma menor produção de proteínas ligadas à resposta imune inflamatória do que os animais que não receberam o hormônio; e 4) Após o desafio com LPS os animais que receberam concentrações baixas de corticosterona devem apresentar uma maior produção de proteínas ligadas à resposta imune inflamatória do que os animais que receberam concentrações altas do hormônio. (AU)