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Transformação do nitrogênio em lagoas terciárias rasas: identificação das frações do nitrogênio nos sólidos sedimentados (lodo) e nos sólidos suspensos presentes nas lagoas

Processo: 13/24297-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Convênio/Acordo: SABESP
Pesquisador responsável:Adolpho José Melfi
Beneficiário:José Roberto Scalfi Junior
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Empresa:Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ)
Vinculado ao auxílio:10/50750-8 - Emissões de gases e dinâmica do nitrogênio em lagoas de estabilização e solos irrigados com esgoto tratado: gestão sustentável dos recursos hídricos, AP.PITE
Assunto(s):Lagoas de maturação   Tratamento de esgotos sanitários

Resumo

Lagoas de estabilização são sistemas naturais que necessitam de pouca ou nenhuma mecanização para o tratamento das águas residuárias. As lagoas facultativas convencionais apresentam uma grande deficiência na remoção de nitrogênio amoniacal, servindo essa forma nitrogenada como nutrientes para o crescimento de algas e macrófitas. O crescimento descontrolado desses organismos provocará a eutrofização de rios e lagos com impactos ambientais indesejáveis e podendo, dependendo do uso da água dos corpos receptores, acarretar problemas à saúde pública. As atuais tecnologias para o tratamento de águas residuárias, como processo de lodos ativados visando a remoção de nutrientes, apresentam custos elevados para regiões em desenvolvimento e as lagoas são reconhecidos pela sua capacidade de alcançar remoções significativas de poluentes orgânicos e patógenos. Entretanto, a remoção de nitrogênio ainda não foi estudada com grandes detalhes. As lagoas de estabilização não são ainda consideradas como alternativa técnica para a remoção de nitrogênio, entretanto, estudos recentes que objetivaram avaliar o efeito da profundidade em lagoas terciárias mostram que o nitrogênio pode ser removido a níveis de concentração abaixo de 5mg/L com a utilização de lagoa terciária com profundidade de 0,5 m e 10 dias de tempo de detenção hidráulica. Alguns autores argumentaram que a sedimentação do nitrogênio orgânico é o mecanismo predominante na remoção do nitrogênio em lagoas facultativas. Entretanto, existem divergências sobre a forma que o nitrogênio é removido. Existe um modelo de remoção, com boa correlação com dados experimentais, baseado na suposição que a volatilização é o principal mecanismo de remoção do nitrogênio. Alguns autores relatam que quantificar e conhecer as rotas de transformação do nitrogênio é importante no dimensionamento adequado de lagoas. (AU)