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Estratégias vacinais voltadas para o controle da dengue baseadas em proteínas recombinantes e adjuvantes de natureza microbiana

Processo: 13/23383-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luis Carlos de Souza Ferreira
Beneficiário:André Ribeiro de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51761-6 - Estratégias vacinais voltadas para o controle da dengue baseadas em proteínas recombinantes e adjuvantes de natureza microbiana, AP.R
Assunto(s):Dengue   Proteínas recombinantes   Vacinas

Resumo

Na pesquisa de desenvolvimento de vacinas baseadas em proteínas recombinantes, a expressão dos antígenos em sistema de expressão eucarioto traz vantagens em relação à expressão em bactérias, pois as chances de as proteínas assumirem conformação semelhante às formas nativas são maiores. Como tal característica é fundamental para a preservação de epítopos conformacionais, a obtenção e avaliação do potencial vacinal desses antígenos representa uma importante meta a ser atingida durante a execução do projeto. Nenhum laboratório no país e poucos no mundo estão capacitados tecnologicamente a produzir proteínas recombinantes de DENV em sistemas de expressão em células eucarióticas. A disponibilização dessas proteínas abre inúmeras perspectivas para a pesquisa de vacinas de subunidade assim como pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de métodos de diagnóstico. O LDV possui experiência na metodologia e já dispões de clones de baculovírus que expressam as proteínas NS1 e EIII do vírus dengue. Por esta razão, solicitamos a inclusão de uma bolsa de modalidade treinamento técnico em nível II (TT2), a qual possibilitará a manutenção de um profissional de nível técnico em nosso laboratório que se dedicará à expressão e purificação dos antígenos alvo em células de inseto infectadas por baculovírus recombinantes. Essas atividades serão divididas em quatro etapas principais:1- Na primeira etapa, o bolsista de nível técnico realizará o cultivo e manutenção de linhagens de células de insetos permissivas aos baculovírus recombinantes. O bolsista será responsável pela propagação e manutenção da viabilidade das linhagens de células de inseto em culturas estáticas e principalmente em culturas em suspensão, técnica que permite maior densidade celular e consequentemente maior recuperação das proteínas recombinantes. Escolheu-se o sistema baculovírus/células de inseto devido à relativa facilidade de cultivo destas células em relação às de mamífero, as quais são capazes de se multiplicarem em temperaturas que variam de 25 a 30° C, mostram boa resistência ao estresse e podem ser cultivadas em garrafas plásticas, garrafas para cultivo de células em suspensão (spinners) ou até mesmo em biorreatores. Para cultivos feitos em biorreatores, contaremos com a colaboração do Dr. Carlos Augusto Pereira, pesquisador do Instituto Butantã, que dispõe de sistemas de biorreatores em seu laboratório.2 - Em paralelo ao trabalho de manutenção das linhagens celulares, será feita a manutenção e propagação dos estoques baculovirais. O bolsista será responsável pela verificação da viabilidade dos estoques dos baculovírus recombinantes bem como pela propagação e determinação do título viral anteriormente às infecções. Este trabalho é essencial para que se garanta o rendimento máximo de produção das proteínas recombinantes.3 - Num etapa posterior, o bolsista realizará infecções das células de inseto com os baculovírus recombinantes visando à produção dos antígenos alvo. Nesta etapa o profissional técnico será ainda responsável pela padronização das culturas em suspensão visando ao acúmulo de biomassa adequado para a realização das infecções pelos baculovírus e consequentemente maior recuperação das proteínas alvo. 4 - Num última etapa, será realizada a purificação das proteínas recombinantes. O bolsista será responsável pela lise das células infectadas e pela recuperação dos extratos produzidos, os quais serão submetidos à cromatografia de afinidade ao níquel, visando à obtenção das proteínas recombinantes na forma purificada. (AU)