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Difusão da arquitetura moderna no Brasil: o patrimônio arquitetônico criado pelo plano de ação do governo Carvalho Pinto (1959-1963)

Processo: 13/19754-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Convênio/Acordo: Condephaat
Pesquisador responsável:Miguel Antonio Buzzar
Beneficiário:Francesca Galloni Tedeschi
Instituição-sede: Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Arquitetura moderna   História da arquitetura   Patrimônio arquitetônico

Resumo

A gênese da arquitetura moderna, segundo Tafuri, supõe que a arquitetura renunciando a um papel simbólico, ao menos no sentido tradicional e, para evitar a sua própria destruição, descobre sua vocação científica. Ainda complementando a sua linha de pensamento, afirma que deslocando o seu "lugar" tradicional a arquitetura aceita tornar política a sua própria obra e, enquanto agentes políticos, os arquitetos devem assumir a tarefa de invenção contínua de soluções de vanguarda aos níveis mais generalizáveis, nesse giro o papel da ideologia torna-se determinante (TAFURI, 1981). O Modernismo Brasileiro nas artes plásticas, na arquitetura e no urbanismo, desde as suas origens estabeleceu duas constantes programáticas que acabariam por marcar o seu reconhecimento tornando mais ou menos válida a experiência moderna, em função ou não da expressão destas constantes nos trabalhos artísticos e arquitetônicos. Estas constantes podem, grosso modo, serem definidas como o caráter nacional da produção moderna local e o compromisso do modernismo com a modernização do país. A tarefa de inventar soluções, ou representações, dessas duas constantes programáticas e associar estes dois níveis na formulação arquitetônica, esteve presente em vários momentos, nas ações e trabalhos de grupos de arquitetos. A produção de equipamentos públicos durante a gestão do governador Carvalho Pinto no Estado de São Paulo (1958-1961), a partir do Programa de Ação (PAGE), do ponto de vista da difusão da arquitetura moderna e dos compromissos que os seus protagonistas estabeleceram com as constantes programáticas, configura-se como um dos momentos mais ricos dessa arquitetura. As obras implementadas pelo PAGE, valendo-se da hegemonia já alcançada pela Arquitetura Moderna ao final dos anos 1950 possibilitaram a difusão moderna e o desenvolvimento de sua linguagem, não se limitando as edificações realizadas à repetição de uma linguagem consagrada. A invenção de novas soluções para os programas das edificações reforçou os compromissos programáticos dos arquitetos, na medida como em poucos momentos a arquitetura moderna brasileira pode se valer para sua consecução, de um conjunto de equipamentos públicos do porte que o PAGE implementou. Foram mais de 300 obras implantadas ou reformadas, entre escolas, postos de saúde, fóruns, casas de agricultura implantadas pelo estado, que identificavam a arquitetura moderna com a modernização nacional, revestida de um caráter social, alimentando a ideologia arquitetônica. (AU)