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Nem dentro nem fora: maternidade na experiência de estrangeiras presas em São Paulo

Processo: 11/21561-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Adriana Gracia Piscitelli
Beneficiário:Bruna Louzada Bumachar
Supervisor no Exterior: Rhacel Salazar Parreñas
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Southern California (USC), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:10/18227-3 - Nem dentro, nem fora: a experiência prisional de estrangeiras na PFC, BP.DD
Assunto(s):Prisões   Penitenciária para mulheres   Mães

Resumo

Minha pesquisa de doutorado está voltada ao aprofundamento de minhas reflexões, iniciadas no mestrado, sobre a experiência prisional intra e extramuros de estrangeiras a partir do tema da maternidade. O universo de pesquisa integra tanto presas estrangeiras que cumprem pena na Penitenciária Feminina da Capital (PFC), na cidade de São Paulo, quanto atores intra e extramuros que se relacionam com elas. O principal objetivo é desvelar, a partir de casos de maternidade, a experiência prisional de estrangeiras marcada, em primeiro lugar, pelo corte com exterior (no duplo sentido do termo, extramuros e seu país de origem); em segundo lugar, por uma trama de conexões que lhes garante uma determinada presença no espaço transnacional; e, em terceiro lugar, por uma série de definições normativas e legais sobre presas estrangeiras, maternidade e infância produzidas nos âmbitos jurídico e carcerário. A metodologia está baseada no trabalho de campo etnográfico e inclui não apenas a continuidade das atividades de campo realizadas por meio do ITTC e da Pastoral Carcerária junto às estrangeiras presas na PFC, o principal locus de pesquisa, como também sua ampliação para outros dois secundários. São eles: o berçário do Centro Hospitalar da Santa Casa de Custódia, local onde as que deram à luz durante o cumprimento de pena permanecem com seus filhos até o sexto mês de vida deles; e a Associação Casa Recomeço, onde uma parcela significativa das estrangeiras aprisionadas no estado de São Paulo se hospeda em suas saídas temporárias, durante o cumprimento de penas alternativas à pena de prisão ou ao final do cumprimento da pena até o momento de seu retorno ao país de origem. Como parte do trabalho de campo, cartas e e-mails enviados e recebidos por elas têm sido analisados. Por fim, estão previstas entrevistas em profundidade com uma parcela dessas mulheres. O presente projeto apresenta a proposta de estágio de pesquisa no exterior sob a orientação de Rhacel Parreñas, minha principal referência na temática de migração feminina e maternidade transnacional. O principal objetivo do estágio, cuja duração será de três meses, é estabelecer diálogo direto com Parreñas e aprimorar a discussão metodológica e teórica da pesquisa em torno do tema da maternidade transnacional. (AU)