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A Rede Acadêmica de São Paulo: projeto 2016

Processo: 16/07340-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa Apoio à Rede Acadêmica
Vigência: 01 de maio de 2016 - 30 de abril de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Elétrica - Telecomunicações
Pesquisador responsável:Luis Fernandez Lopez
Beneficiário:Luis Fernandez Lopez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Redes de computadores  Comunicação óptica  Redes acadêmicas  Redes de alta velocidade  Internet avançada  Tecnologias da informação e comunicação  Pesquisa científica 

Resumo

Todos os anos, em outubro, a Gartner, Inc. publica os Top 10 Strategic Technology Trends para o ano seguinte. Em 2015, como nos quatro últimos anos, das dez tendências apontadas, pelo menos oito dizem respeito às redes de computadores e aos serviços de nuvens computacionais diretamente e não é difícil concluir que as outras duas dependem das redes e da nuvem em grande medida. Fazendo uma comparação com as previsões acertadas da Gartner nos anos anteriores, os tópicos deste ano aparecem como simples fatos da evolução tecnológica, com altíssima probabilidade de realização. A rede ANSP, que atende a uma comunidade de mais de 300.000 pesquisadores, estudantes e funcionários do sistema paulista de pesquisa, tem que acompanhar essas tendências. E, para isso, propôs-se, a partir do início desta década, a deixar o papel de apenas provedor de redes (que desempenhou de maneira exemplar durante a década anterior) e passar a atuar também como patrocinador do desenvolvimento e experimentação de novas tecnologias e arquiteturas. Com relação à camada física da rede especificamente, a rede ANSP vem sendo atualizada de modo a atender as necessidades da comunidade paulista de pesquisa e ao mesmo tempo não desperdiçar recursos. Neste sentido, embora a ANSP participe da iniciativa da National Science Foundation, Florida International University, Padtec e ANSP, para testar um enlace experimental de 100 Gbps no cabo submarino entre Miami e São Paulo em 2016, ampliará sua rede de produção em apenas 20 GBps, fluxo necessário e suficiente para as necessidades do ano. Os testes com 100 GBps capacitarão a equipe a evoluir para essa banda em 2017.No que diz respeito às camadas de dados, rede e aplicações, as mudanças que se aproximam são ainda mais dramáticas. Por um lado, fica cada vez mais claro que durante os próximos cinco anos essas camadas passarão da atual tecnologia de chaveamento de pacotes com switches e roteadores (equipamentos que usam regras configuráveis no hardware), para novas tecnologias de chaveamento de pacotes e/ou fluxos com equipamentos que seguem regras definidas por software (SDN - Software Defined Networks), como os produtos que implementam o protocolo OpenFlow e a virtualização das funções de rede (NFV - Network Functions Virtualization). A ANSP surfa nessa onda desde seu início, com um padrão de sucesso que a colocou no topo da qualidade entre as redes acadêmicas do mundo. A partir de agosto de 2014 a ANSP passou a operar em caráter experimental seu enlace internacional usando técnicas de SDN. A partir de dezembro, passou também a operar em produção os enlaces internacionais do consórcio ANSP-RNP. Foi a primeira vez que se utilizou SDN para gerenciar e operar um enlace internacional acadêmico (além do ineditismo de esses enlaces carregarem simultaneamente tráfego IP, da RNP, e Ethernet, da ANSP). A experiência resultou em um paper apresentado ao IFIP/IEEE International Symposium on Integrated Network Management 2015 (Ottawa, Canadá), em maio de 2015, que recebeu o Best Experience Paper Award. Por outro lado, a Internet das Coisas (IoT - Internet of Things, em Inglês), algumas vezes chamada pelo Gartner a "Internet de Tudo" (Internet of Everything), ou seja, o uso cada vez mais intensivo de dispositivos (máquinas, equipamentos "vestíveis" (wearable devices), sensores, etiquetas eletrônicas, e outros gadgets) conectados à Internet, exige redes cada vez mais flexíveis e mais seguras em todas as camadas e todos os substratos. Do ponto de vista operacional, em 2016, a ANSP continuará o processo de reformulação da estratégia para seu data center, iniciada em 2015, melhorando sua disponibilidade e qualidade de serviço. Não haverá em 2016 mudanças de tecnologia pois os grandes projetos de pesquisa necessitarão nova conectividade somente em 2017. (AU)