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Função da via biossintética de novo de pirimidina no crescimento em alta temperatura e virulência em Cryptococcus neoformans

Processo: 14/50535-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Marcelo Afonso Vallim
Beneficiário:Marcelo Afonso Vallim
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Biossíntese  Leveduras  Termotolerância  Pirimidinas  Cryptococcus neoformans  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

As infecções fúngicas são muitas vezes difíceis de tratar, devido às semelhanças entre as células fúngicas e de animais o composta os antifúngicos causam toxicidade para o hospedeiro. Cryptococcus neoformans é um fungo patogênico oportunista de humanos que causa a doença criptococose que pode ser fatal, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Desde que a terapia antifúngico para este microrganismo é limitada, muitos investigadores têm explorado alvos de drogas novas visam fatores de virulência, tais como a capacidade de crescer à temperatura fisiológica dos mamíferos (37º C). Para resolver esse problema, foi utilizado o sistema de transformação gênica mediada por Agrobacterium tumefaciens para criar uma biblioteca de mutantes com inserção aleatória que a qual foi pesquisada para mutantes com crescimento alterado a temperaturas elevadas. Entre os vários mutantes incapazes de crescer a 37º C, exploramos um com a interrupção do gene URA4. Este gene codifica dihydroorotase (DHOase) que está envolvida na síntese de novo de ribonucleótidos de pirimidina. Perda da proteína URA4 de C. neoformans, por interrupção do gene alvo, resultou na auxotrofia para uracila/uridina e no defeito de crescimento a temperaturas elevadas. Além disso, o mutante ura4 apresenta defeitos fenotípicos para outros fatores de virulência importantes (melanina, cápsulas e fosfolipase) e reduzida resposta ao estresse em comparação com o tipo de virulência importantes (melanina, cápsulas e fosfolipase) e reduzida resposta ao estresse em comparação com o tipo selvagem e linhagem reconstituída. Ainda este mutante teve uma taxa de sobrevivência diminuída em macrófagos e virulência atenuada em um modelo murino de infecção criptocócica. A análise quantitativa por PCR sugere que está via biossintética é induzida durante a transição de 30 ° C para 37 ° C, e que a regulação transicional da via de novo e da via pirimidina de resgate está sob o controle da proteína Ura4. (AU)