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Produção de padrões analíticos e desenvolvimento de métodos para o monitoramento de microcistinas para atendimento da portaria 518 do Ministério da Saúde

Processo: 09/51328-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Convênio/Acordo: NSF - Universidades Americanas (Química)
Pesquisador responsável:Ernani Pinto Junior
Beneficiário:Ernani Pinto Junior
Pesq. responsável no exterior: Scott Gronert
Instituição no exterior: Virginia Commonwealth University (VCU), Estados Unidos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Instituição parceira: Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos (São Paulo - Estado). Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP)
Bolsa(s) vinculada(s):09/14489-6 - Otimização de métodos para a extração e isolamento de microcistinas por HPLC preparativo, BP.TT
Assunto(s):Microcistinas  Cianobactérias  Tratamento de água 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Pesquisa...publicas_34_49_49.pdf

Resumo

A Portaria n° 518, de 25 de março de 2004, foi publicada pelo Ministério da Saúde: e estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Entre outras exigências, há um artigo exclusivo para que agências e companhias responsáveis pelo tratamento e fornecimento de água implementem o controle de toxinas de cianobactérias (cianotoxinas: microcistinas, cilindrospermopsina e saxitoxinas). De acordo com a legislação, a obrigatoriedade do monitoramento é apenas para as microcistinas (limite máximo permitido de 1 microg/L); no entanto, recomenda-se também as análises de saxitoxinas e cilindrospermopsina. Cabe ressaltar que a aquisição de padrões analíticos para tais atividades é um grave problema, pois algumas cianotoxinas são consideradas armas químicas. Além disso alguns fornecedores tradicionais não mantêm regularmente a oferta de tais produtos. Este projeto tem como objetivo isolar microcistinas (heptapeptídeos cíclicos com atividade hepatotóxica) produzidas por algumas espécies de cianobactérias envolvidas nos fenômenos de floração em água doce para gerar padrões analíticos no Brasil e dessa forma garantir o fornecimento interno, principalmente para a SABESP. Já existe um acordo inicial entre as instituições envolvidas no qual a FCF-USP realiza análises de cianotoxinas como prestação de serviço para a SABESP. Para esse projeto de interação entre a FCF-USP e a SABESP pretende-se coletar cianobactérias durante os processos de floração e/ou cultivar espécies já isoladas em laboratório. As microcistinas serão isoladas por cromatografia e caracterizadas por técnicas espectrométricas e espectroscópicas. Vale lembrar que o grupo possui tradição na área, comprovada por meio de artigos científicos recentes e projetos em andamento. Os planos gerais do projeto envolverão a transferência de tecnologia na obtenção de microcistinas para a SABESP bem como treinamento de pessoal e desenvolvimento conjunto de métodos analíticos e bioquímicos (via imunoensaios) para a detecção dessa classe de cianotoxinas. (AU)