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Relações de trabalho, condições de vida e subjetividade: entre o trabalho dividido e o trabalho em cooperação

Processo: 10/19523-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de março de 2011 - 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia do Desenvolvimento
Pesquisador responsável:Rosemeire Aparecida Scopinho
Beneficiário:Rosemeire Aparecida Scopinho
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/51024-0 - Relações de trabalho, condições de vida e subjetividade: entre o trabalho dividido e o trabalho em cooperação, AP.JP
Assunto(s):Políticas públicas  Reforma agrária  Desenvolvimento rural  Assentamento rural 

Resumo

Nesta investigação, analisei os impactos da organização do trabalho e da vida cotidiana sob os princípios da cooperação autogestionária nas condições de vida e na subjetividade dos trabalhadores rurais do Assentamento Sepé Tiaraju, localizado na macroregião de Ribeirão Preto-SP, focalizando o cuidado com a saúde, o meio ambiente e a formação técnica e política dos sujeitos. Foi possível caracterizar o perfil sócio-cultural das famílias e os sentidos atribuídos pelos trabalhadores à cooperação, à saúde e à formação e realizar um mapeamento das necessidades e dos modos cotidianos instituídos para lidar com os problemas emergentes. O livro está dividido em duas partes. A primeira, além da introdução, apresenta uma reflexão sobre como e porque ocorreu a institucionalização do cooperativismo rural no Brasil para depois analisar o significado, as formas de cooperação e os mecanismos institucionais desenvolvidos pelo MST-Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra para realizá-la, assim como as diretrizes organizativas deste movimento social sobre formação, saúde e meio ambiente. A segunda parte, analisa as características dos trabalhadores assentados, em termos de origens, trajetórias, experiências de trabalho anterior e expectativas de vida, bem como os sentidos e as práticas sociais instituídas no assentamento no que se refere à formação dos trabalhadores, à saúde e meio ambiente e à cooperação autogestionária. A diversidade sócio-cultural existente entre os trabalhadores assentados é um elemento explicativo importante das contradições, dos potenciais e dos limites do processo organizativo dos assentamentos rurais com base na cooperação autogestionária e na agroecologia. No entanto, esses princípios não se realizam apenas a partir da conduta cooperativa e ambientalmente correta dos sujeitos, mas dependem também de infra-estrutura e recursos cuja existência, no Brasil, depende do conjunto de políticas públicas intersetoriais que envolvem a reforma agrária, para que ela se constitua em meio de contribuir para a melhoria real das condições de vida no campo. (AU)