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Consórcio associativo para promoção da pesquisa tecnológica no setor de embalagem

Processo: 01/10784-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Consórcios Setoriais para Inovação Tecnológica - CONSITEC
Vigência: 01 de setembro de 2003 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos
Pesquisador responsável:Luis Fernando Ceribelli Madi
Beneficiário:Luis Fernando Ceribelli Madi
Instituição-sede: Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Empresa: Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (COPERSUCAR); ; Companhia Brasileira de Alumínio (CBA); ; Companhia Indústrial de Vidros (CIV); ; BIC Indústria Esferográfica Brasileira S/A; ; Alcan Alumínio do Brasil S/A; ; Companhia Metalúrgica Prada; ; Cargill Agrícola S/A; ; Santista Alimentos S/A; ; Engepack Embalagens São Paulo S/A; ; Indústrias Klabin S/A
Bolsa(s) vinculada(s):05/57154-3 - Consórcio associativo para promoção da pesquisa tecnológica no setor de embalagem, BP.TT
Assunto(s):Embalagens de alimentos 

Resumo

O Brasil era a nona maior economia no mundo em 1998 com um PIB de aproximadamente 10% dos EUA. Com a desvalorização do Real, em janeiro de 1999, o PIB caiu para US$ 555 bilhões, mas em termos de PPP (Purchasing Power Parity) o Brasil continuou na 9ª posição. EUA, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália são os países com melhor classificação que o Brasil, cujo PPP cresceu 4,3% de 1965 a 1998, enquanto Rússia, México, Canadá, Espanha, Coréia de Sul e Indonésia são exemplo de países com classificação inferior à do Brasil em 1998. A Indústria Brasileira de Embalagens foi estimada em 5,5 milhões de toneladas ou US$10 bilhões em 1998, dos quais 61% foram para alimentos. Com a desvalorização da moeda em 1999, o mercado de embalagens no Brasil passou a equivaler a US$6,8 bilhões. Entretanto mesmo com a dificuldade econômica houve ainda um crescimento de 10% em volume de produção de embalagens, demonstrando a força e importância desse segmento. O Setor deve crescer em torno de 35% em volume até o ano de 2005 alcançando 7,4 milhões de toneladas ou US$8,7 bilhões aos preços de 1999. Entre as 50 principais empresas produtoras de embalagens no Brasil, 25 delas são estrangeiras e as outras 25 nacionais, sendo que a presença estrangeira no setor vem se intensificado nos últimos anos (Brasil Pack Trend 2005). Esse fato, por um lado disponibiliza no país tecnologia atualizada e compatível com os países do primeiro mundo e por outro representa custos adicionais, relativos à remessa de lucros é dividendos ao país de origem, bem como exerce uma pressão nas empresas nacionais, no que diz respeito aos índices de produção esperados. Nesse cenário, insere-se também o comércio internacional, onde, com a redução das barreiras alfandegárias que imperavam no passado, começam a surgir outras formas de proteção de mercado, por parte dos países importadores. Entre essas formas, a embalagem é alvo de questionamentos sob a égide da proteção sanitária ou ecológica do mercado destin. A resposta a esses desafios somente encontra berço no desenvolvimento científico e tecnológico do Setor, e na capacidade de seu parque fabril em se analisar continuamente, utilizando tecnologia compatível com os melhores mercados compradores. Desde 1988, o CETEA, com a criação do Modelo Associativo, um consórcio de empresas interessadas no desenvolvimento tecnológico de embalagem, o CETEA vem realizando pesquisa tecnológica dirigida s empresas produtoras e usuárias de embalagem, com o intuito de manter-se atualizado e auxiliar as empresas a atualizarem-se em tecnologia de embalagem e acondicionamento de produtos industrializados e in-natura. Esse processo é contínuo e fortemente demandante de recursos financeiros e profissionais. O projeto aqui proposto reforça esse Consórcio, criando novos canais de impulsionamento do potencial existente e melhorando a relação custo benefício do trabalho hoje desenvolvido, pela inclusão de um organismo de fomento e de avaliação dos resultados obtidos. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
Embalagens sofisticadas