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Microhabitats e tolerância térmica em larvas de anfíbios anuros da família Bufonidae da Caatinga e da Floresta Atlântica pluvial

Processo: 07/57870-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2008 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Carlos Arturo Navas Iannini
Beneficiário:Carlos Arturo Navas Iannini
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anura  Caatinga  Floresta ombrófila densa  Termotolerância 

Resumo

O domínio das Caatingas pode ser considerado como extremo, principalmente devido à incidência de altas temperaturas e precipitações irregulares. O baixo grau de endemismo da anurofauna das Caatingas sugere que este domínio foi colonizado por anuros derivados do Cerrado ou das florestas Atlântica e Amazônica, sendo provável a ocorrência de adaptações fisiológicas, principalmente nas fases larvaís, nas quais o comportamento de fuga das condições climáticas é muito improvável. O conservadorismo do comportamento em juvenis e adultos de anuros habitantes de ambientes extremos em contraponto com a flexibilidade fisiológica fortalece a hipótese de adaptações fisiológicas como possibilitadores da existência desses animais nesses locais. O gênero Chaunus ocorre tanto nas Caatingas quanto na Floresta Atlântica, e ocupa distintos corpos de água, sendo um bom candidato a ajustes de caráter fisiológico. A distribuição geográfica de anuros é bastante dependente de tolerância térmica e a ação da temperatura em taxas de diferenciação e crescimento de larvas de anuros foi demonstrada por muitos autores. Esse projeto tem como proposta estudar a tolerância térmica e o desenvolvimento de larvas de espécies do gênero Chaunus nas Caatingas e na Floresta Atlântica Pluvial. As hipóteses de trabalho são que as larvas das Caatingas estão expostas a microhabitats de poças mais variáveis e extremos quanto aos fatores abióticos, principalmente temperatura; que tem menor sobrevivência, mas maiores taxas de diferenciação e, finalmente, que tem maior tolerância térmica que as larvas da Floresta Atlântica Pluvial. Para testar essas hipóteses são propostas uma série de testes divididos em três grandes grupos, pesquisa em ambiente natural, pesquisa em ambiente semi-natural, e pesquisa no laboratório. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SIMON, MONIQUE NOUAILHETAS; RIBEIRO, PEDRO LEITE; NAVAS, CARLOS ARTURO. Upper thermal tolerance plasticity in tropical amphibian species from contrasting habitats: Implications for warming impact prediction. Journal of Thermal Biology, v. 48, p. 36-44, FEB 2015. Citações Web of Science: 20.

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