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Efeitos da ayahuasca na modulação da neuroplasticidade produzida pela administração de cocaína em camundongos

Processo: 19/19011-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2020 - 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Tania Marcourakis
Beneficiário:Tania Marcourakis
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurotoxicologia  Plasticidade neuronal  Ayahuasca  Hipocampo  Córtex cerebral  Imuno-histoquímica  Alucinógenos  Drogas ilícitas  Cocaína  Camundongos 

Resumo

A cocaína é um alcaloide psicoestimulante, sendo no Brasil e Europa, a segunda droga ilícita mais utilizada, possuindo um elevado potencial de causar dependência. Frente a essa problemática, as pesquisas com alucinógenos têm se intensificado com o foco no tratamento da dependência de drogas de abuso. Os alucinógenos apresentam bom perfil de segurança, não induzem o indivíduo à farmacodependência e possuem baixo potencial de causar tolerância. As substâncias alucinógenas mais estudadas são LSD, MDMA, psilocibina, ibogaína e, no Brasil, a ayahuasca (DMT). A ayahuasca é uma decocção utilizada em rituais religiosos formada pela associação de caules da Banisteriopsis caapi, e de folhas da Psychotria viridis. Estudos preliminares de nosso grupo mostraram que a ayahuasca é capaz de inibir a expressão da sensibilização comportamental induzida pela cocaína. Assim, o objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos da ayahuasca na modulação da neuroplasticidade produzida pela administração da cocaína em camundongos C57Bl/6. Tais alterações serão avaliadas por immunoblotting dos receptores dopaminérgicos e serotoninérgicos (D1R, D2R, 5-HT1AR e 5-HT2AR) e das proteínas relacionadas à dependência e à neuroplasticidade (dinorfina, pró-dinorfina, cFos, ”FosB, AP-1, CREB, ERK, BDNF e PKA) nas estruturas encefálicas córtex pré-frontal, estriado e hipocampo. Ainda, será empregada a técnica de imunohistoquimica para análise mais ampla da neuroplasticidade desencadeada pelo tratamento; e eletrofisiologia, a fim de verificar as alterações sinápticas dependentes da atividade neuronal: a potenciação a longo prazo (LTP) e a depressão a longo prazo (LTD) induzidas pela ayahuasca per se tanto no córtex quanto no hipocampo. (AU)