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Produção de colunas de bioafinidade (Afin®) para triagem de ligantes de colinesterases

Processo: 18/15437-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de março de 2020 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica
Pesquisador responsável:Adriana Ferreira Lopes Vilela
Beneficiário:Adriana Ferreira Lopes Vilela
Empresas:Empresa a definir
Adriana Ferreira Lopes Vilela
CNAE: Fabricação de produtos diversos não especificados anteriormente
Município: Ribeirão Preto
Pesq. associados:Juliana Maria de Lima
Bolsa(s) vinculada(s):20/02901-9 - Produção de colunas de bioafinidade (Afin®) para triagem de ligantes de colinesterases, BP.PIPE
Assunto(s):Imobilização  Colinesterases  Ligantes  Cromatografia 

Resumo

O desenvolvimento de metodologias on-line para triagem de ligantes na busca por compostos com atividade biológica tem sido explorado visando substituir os ensaios enzimáticos em solução devido às limitações que estes apresentam como, a pouca compatibilidade das enzimas em solventes orgânicos, alto custo e ensaios destrutíveis. Neste contexto, a cromatografia zonal de bioafinidade (linear e não linear) tem se destacado como uma ferramenta extremamente potente para ser aplicada em triagens de alta eficiência contribuindo para a identificação e caracterização dos ligantes. As colunas de bioafinidade são produzidas pela imobilização de um alvo biológico (enzima, proteínas, anticorpos, etc) em um suporte cromatográfico. A imobilização de enzimas, de modo geral, aumenta a sua estabilidade na presença de fatores desnaturantes como solventes orgânicos e variações de temperatura, além de permitir o reuso e o uso de pequenas quantidades de enzima, corroborando para uma excelente relação custo-benefício dos ensaios enzimáticos por bioafinidade. Os diferentes métodos de imobilização e a grande variedade de suportes cromatográficos disponíveis ampliam as possibilidades de utilização dos IMERs (do inglês: immobilized enzyme reactors) em estudos on-line permitindo assim alta produtividade dos ensaios de triagem com resultados reprodutíveis e confiáveis. Neste projeto serão desenvolvidos colunas de bioafinidade (Afin®) com as enzimas colinesterases, a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). Elas são cruciais na transmissão dos impulsos nervosos em mamíferos e tem recebido atenção crescente na procura de ligantes, devido ao seu envolvimento em desordens do sistema nervoso central, como por exemplo a Doença de Alzheimer (DA). O uso de colinesterases comerciais para os ensaios em solução são altamente dispendiosos e com diferença de atividade entre os lotes das enzimas. A produção para a comercialização das colunas Afin® aqui proposta fornecerá a possibilidade de ensaios enzimáticos não destrutíveis tornando este formato um dispositivo muito atrativo para os grupos de pesquisas em universidades/ centros de pesquisa/ e indústrias farmacêuticas, que trabalham com triagem in vitro de ligantes/inibidores com atividade anticolinesterásica. Nesse contexto, pesquisas no âmbito de desenvolvimento de fármacos e/ou inseticidas serão o público alvo. As análises das colunas Afin para o controle de qualidade serão realizadas através da eluição zonal por cromatografia líquida e espectrometria de massas. Assim, contará com o apoio e colaboração do laboratório do Grupo de Cromatografia de Bioafinidade e Produtos Naturais - GCBPN, departamento de Química da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e do laboratório do Núcleo de Pesquisa em Cromatografia - SEPARARE na Universidade Federal de São Carlos. A futura empresa responsável pela produção e comercialização das colunas Afin® será considerada uma spin-off. (AU)