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Efeito da frequência de exposição ao mercúrio em ratos e humanos: identificação de possíveis biomarcadores

Processo: 19/02538-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2019 - 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Pedro de Magalhães Padilha
Beneficiário:Pedro de Magalhães Padilha
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Camila Pereira Braga ; Felipe André dos Santos ; Jiri Adamec ; José Cavalcante Souza Vieira ; Luiz Fabricio Zara ; Marcelo de Oliveira Lima ; Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Assunto(s):Ecossistemas aquáticos  Proteômica  Metalômica  Mercúrio (elemento químico)  Biomarcadores  Indicadores de contaminação  Espectrometria de absorção atômica em forno de grafite  Amazônia 

Resumo

O mercúrio é um elemento tóxico, perigoso e responsável por contaminações ambientais e intoxicações humanas, que tem ampla distribuição no ambiente amazônico. Além disso, ao entrar nos ecossistemas aquáticos participa de ciclos biogeoquímicos mediados por microrganismos, onde será transformado quimicamente, bioacumulado e biomagnificado na cadeia trófica. Peixes predadores, ao acumularem altos níveis de mercúrio, podem funcionar como veículos das espécies mercuriais para seus consumidores. Como a alimentação das comunidades ribeirinhas é baseada principalmente no consumo de peixes, essa população está exposta às espécies mercuriais, que dependendo da sua forma química pode causar danos sérios e até irreversíveis. Além da forma química do Hg, os sintomas da intoxicação assim como sua gravidade estão relacionados com o teor de mercúrio, quantidade e frequência de exposição, fatores esses relacionados com a ocorrência de acúmulo no organismo. Além disso, os efeitos deletérios do mercúrio em vários sistemas estão associados com estresse oxidativo, mesmo quando as espécies mercuriais estejam em baixas concentrações. Com base no exposto, o objetivo geral da proposta de trabalho será identificar possíveis biomarcadores associados com a frequência de exposição ao mercúrio utilizando ferramentas proteômicas e a metaloproteômicas em populações ribeirinhas da região de Jirau/rio Madeira, Rondônia/Brasil. A região de Jirau caracteriza-se como uma das mais impactadas por mercúrio devido à garimpagem de ouro na década de 70 e 80. Nessa região estudos metaloproteômicos em peixes e leite materno foram realizados nos últimos cinco anos por pesquisadores da UNESP/Botucatu em parceria com pesquisadores da Universidade de Brasília, Instituto Evandro Chagas e Universidade de Nebraska. Nesses estudos foram identificadas proteínas associadas ao mercúrio com características de biomarcador de contaminação de mercúrio. A presente proposta de trabalho dará continuidade aos estudos metaloproteômicos dessa região em relação a humanos, trabalhando com amostras de plasma e utilizando cartões Noviplex que permite a utilização de microlitros de sangue sem a necessidade de baixas temperaturas para preservação das amostras. Paralelamente, também será desenvolvido estudo metaloproteômico modelo do mercúrio em laboratório, utilizando-se amostras de plasma, fígado e coração de ratos expostos a baixas concentrações de mercúrio por 30 e 60 dias (AU)